(...) desabrocha o crisântemo do rubi dourado,
uma nota de cada vez,
perfumando tudo à sua volta...
No seu centro: a geometria se abrindo em espiral, miúdo, enquanto pétalas de sentimento
derramam-se em seu entorno, desaguando cores, sabores, profundidade e alturas elevadas.
Não há época certa, apenas leva tempo. Muitos caminhos em si mesmo,
todos levando à beleza e perfeição.
É orquestra de uma nota só, da raiz até a flora.
A serviço da humanidade entrega sua beleza, aprendendo a ser outro grão do jardim de harmonias.
Entre Sol e Lua, chuva e estrelas... encontra seu silêncio, sua dança, cantoria e firmeza.
Em seu silêncio está um oceano de misericórdia.
Em sua dança está a inspiração da melodia.
Em sua cantoria estão as coordenadas para o Sol; ensinando o bom, o belo e o justo.
Revela toda sua beleza o Crisântemo do Rubi Dourado quando desabrocha.
Mestra Nada conduz seu desabrochar.
Iluminado pelo som das divindades,
é a manifestação da sexta-feira reluzente. Entregando, através do serviço,
toda compaixão à dor da humanidade. A canção sagrada do crisântemo dourado
manifesta o toque do Sino da Paz em meio à tempestade, sinalizando o Farol do Amor a quem estiver perdido, sendo Rocha Firme a quem precisar de apoio, trazendo a Loba como madre da casa.
De tempos em tempos,
desabrocha um rubi dourado.
Depois de experimentar o deserto, a secura, as cascas grosseiras do ressentimento e da exaustão
Torna-se, em si mesmo, o próprio oásis da salvação, trazendo cura, saúde e fé a quem quiser buscar o caminho da retidão.
Belo em descascar da lama tons de riqueza.
A verdadeira carruagem de ouro arrastada por cavalos alados de fogo, é adornada com flores do crisântemo vermelho e dourado. Quem conduz esta embarcação é o Príncipe do Céu. Sua trombeta anuncia sua chegada.
Sallut
21.08.2024